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sábado, 16 de junho de 2007
quinta-feira, 14 de junho de 2007
IMUSICA
O Imúsica é um exemplo dos muitos sites que podemos acessar e assim comprar músicas,fazendo dowloads sem ao menos sair de casa.
Acesse o link abaixo e veja como funciona:
http://www.imusica.com.br/
Acesse o link abaixo e veja como funciona:
http://www.imusica.com.br/
A EVOLUÇÃO DO ÁUDIO
Com os grandes avanços tecnológicos que aconteceram no decorrer dos anos, o áudio se adequou a todas as novas formas de reprodução que surgiram. Isso fez com que o áudio tivesse uma qualidade melhor com o passar dos anos.
Com a descoberta da eletricidade surgiu o fonógrafo, o primeiro passo para reprodução e gravação de áudio no mundo. Após ele surgiram vários outros formatos de reprodução como, os discos de vinil, fitas cassete e mais contemporaneamente o CD, a melhor forma para se guardar, em grande quantidade, áudio de alta qualidade.
Mas não para por ai, depois do CD surgiram os arquivos MP3, extensão de arquivos de áudio, que são transferíveis pela internet e que pode ser gravado em CD’s ou serem copiados para MP3 Player’s e Ipod’s, as formas mais avançadas de se obter e reproduzir música atualmente.
Com a descoberta da eletricidade surgiu o fonógrafo, o primeiro passo para reprodução e gravação de áudio no mundo. Após ele surgiram vários outros formatos de reprodução como, os discos de vinil, fitas cassete e mais contemporaneamente o CD, a melhor forma para se guardar, em grande quantidade, áudio de alta qualidade.
Mas não para por ai, depois do CD surgiram os arquivos MP3, extensão de arquivos de áudio, que são transferíveis pela internet e que pode ser gravado em CD’s ou serem copiados para MP3 Player’s e Ipod’s, as formas mais avançadas de se obter e reproduzir música atualmente.
REFLEXÃO

A história foi construída por guerras, colônias, raças, divisão de países, culturas diferentes e povos diferentes. A digitalização seja da imagem, seja do som, seja do sentimento (pois esse já se manifesta de forma digital), extingue barreiras, unifica os povos, e a cultura. Culturas que ainda falam línguas diferentes possuem economia, política, educação e tecnologia diferentes, porém é apenas uma questão de tempo para que percebam que o mundo está pequeno demais para ser dividido por mapas e nomes, logo seremos um só mundo.
No entanto já temos acesso à arte de outros países sem a necessidade da presença física, basta apenas um click, e o mundo vêm aos nossos olhos como se todo o espaço onde nos encontramos tornara-se imenso, já que o mundo está dentro dele, e esse espaço perde seu significado físico, e já não importa a cor das paredes ou até mesmo se o local esta limpo, já não pertencemos a este espaço, nos encontramos virtualmente navegando pelo mundo, tendo acesso as maiores maravilhas que este venha a nos proporcionar. Porém a internet não é arte, os fios não são arte, arte é o som, é imagem, é a expressão em um poema, entre outras que a internet nos envolve.
Que todos os artistas deste mundo não se esqueçam do conceito de arte, e que a vida virtual ou a indústria virtual não prejudique aquilo que tem sido conquistado durante a história da humanidade. E que os estudiosos que vêem transformando nossas vidas e comportamentos nos últimos anos, não se esqueçam do mais importante, de que a tecnologia é linda e eficiente, porém nem todas as mudanças trazem somente benefícios, e que talvez ainda não estejamos preparados para sermos um só mundo!
TENDÊNCIAS

Além do fim breve que o CD terá, assim como teve nos anos 90 o LP, com a baixa venda de CD’s, os artistas irão investir mais em shows, onde poderão receber pela arte desenvolvida. Outra forte tendência para o futuro será a convergência de meios em um só centro de multimídia portátil, onde teremos não só musica mas também imagens, internet, e a função de celular atribuída no início do aparelho.
Nos dias de hoje se torna um tanto complicado falar sobre tendências, as coisas estão acontecendo muito rapidamente, não se tem mais tempo para estudar tendências, é como se o mundo em tempo real já estivesse desatualizado, minuto a minuto sabemos de novas tecnologia assustadoras para o mercado e práticas para consumidores que estão sendo inventadas, além da rapidez com que projetos digitais são colocados em prática, que é fenomenal.
MÚSICA DIGITAL: ARTE, EXPRESSÃO OU MERCADO?
Falar sobre musica é falar sobre sentido, emoção, estilo e atitude. Música na cibercultura é falar de comportamento perante a ela. Sua essência continua a mesma, porém o seu uso se modifica e a sua diversidade aumenta junto com a disponibilidade.
Música tem uma importante função na vida humana, por ser uma forma artística de desenvolvimento de idéias e expressões. Seja de emoções ou revoluções, a música não seria a mesma se não fosse a sua história e como a sociedade ao longo dos anos fez com que a indústria fonográfica tivesse um avanço com a chegada da tecnologia.
Mudando o comportamento, mudou-se a maneira de enxergá-la, e em alguns casos deixou de ser arte de produzir sons acústicos e passou a ser uma forma de arte eletrônica, onde por meio de "uns e zeros" chegaram a conclusão que a música poderia ser digitalizada sem a perda de qualidade, e criada a partir disso.
Com essa nova tecnologia houve uma grande evolução onde as músicas passaram a ser difundidas com muito mais facilidade, gerando copias e mais copias de uma mesma matriz, de forma doméstica.
Essa alteração fez com que o mercado se confundisse no meio de tanta tecnologia, um tanto inesperada, e esse é o mundo que temos hoje, onde a indústria procura meios de difusão da música via internet, e onde em alguns países a venda on-line já supera o CD. O Brasil é um país que, independente de sua economia, está participando desta evolução, partindo da pirataria e seguindo para o download.
Esse fenômeno da digitalização da música está no mundo onde quem tem acesso a internet estão diretamente ligados a musica digital, e pode realizar seus dowloads.
Música tem uma importante função na vida humana, por ser uma forma artística de desenvolvimento de idéias e expressões. Seja de emoções ou revoluções, a música não seria a mesma se não fosse a sua história e como a sociedade ao longo dos anos fez com que a indústria fonográfica tivesse um avanço com a chegada da tecnologia.
Mudando o comportamento, mudou-se a maneira de enxergá-la, e em alguns casos deixou de ser arte de produzir sons acústicos e passou a ser uma forma de arte eletrônica, onde por meio de "uns e zeros" chegaram a conclusão que a música poderia ser digitalizada sem a perda de qualidade, e criada a partir disso.
Com essa nova tecnologia houve uma grande evolução onde as músicas passaram a ser difundidas com muito mais facilidade, gerando copias e mais copias de uma mesma matriz, de forma doméstica.
Essa alteração fez com que o mercado se confundisse no meio de tanta tecnologia, um tanto inesperada, e esse é o mundo que temos hoje, onde a indústria procura meios de difusão da música via internet, e onde em alguns países a venda on-line já supera o CD. O Brasil é um país que, independente de sua economia, está participando desta evolução, partindo da pirataria e seguindo para o download.
Esse fenômeno da digitalização da música está no mundo onde quem tem acesso a internet estão diretamente ligados a musica digital, e pode realizar seus dowloads.
CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O ÚLTIMO POST
A internet é um meio de comunicação de massa interativa diferente das mídias convencionais, mas com alcance e penetração semelhante e potencialmente mais abrangente entre os jovens, envolvendo direta ou indiretamente atividades e organizações em todos os níveis da sociedade. Compreender o alcance da convergência dos meios digitais, dos problemas e possibilidades positivas para a sociedade é tarefa fundamental também para a Psicologia, em particular a sua influência nas relações de trabalho e nas formas emergentes de relacionamentos pessoais através dos meios digitais, que contribuem para a formação de novas identidades e para a desestruturação de identidades baseadas nas culturas locais.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
MARGINALIZAÇÃO, CONFUSÃO DE IDENTIDADES E EXCLUSÃO DIGITAL
A influência da globalização e da mídia não se limita à integração “bem resolvida” de mais de uma cultura em identidades híbridas ou multiculturais, que, em geral, limitam-se aos jovens de classe média (Arnett, 2002). Quando os jovens são expostos aos valores da cultura global, podem perder o interesse em manter sua cultura original, mas também rejeitarem ou não se integrarem à nova cultura porque esta vai contra os seus valores ou por falta de oportunidades, emprego, baixa renda, etc. (Arnett, 2002). O resultado é o que Arnett chama de confusão de identidades, com a conseqüente marginalização e tendência a maiores taxas de depressão, suicídio e abuso de drogas. Esse processo de aculturação seguido de marginalização é bastante conhecido entre nós e já foi estudado em profundidade no Brasil, em especial com relação às populações descendentes de negros africanos e indígenas (Ribeiro, 1995). Em nosso país, além daquelas conseqüências mencionadas por Arnett (2002), temos o aumento da violência urbana e do envolvimento de populações carentes com atividades ilícitas, tais como contrabando e tráfico de drogas (Noto e Formigoni, 2002; Zaluar, 2002).
Se esse processo de marginalização não é desconhecido para nós, brasileiros, um novo fator de risco está em emergência, com possibilidade de aumentar as desigualdades sociais: a exclusão e a divisão digital, a separação entre uma parcela da sociedade com acesso à internet e às tecnologias mais recentes e outra que vê, adicionadas às suas já existentes desvantagens, a falta de acesso aos serviços, informações e aprendizagens disponíveis apenas na rede, tendo como resultado a diminuição de sua inserção na economia (Castells, 2003; Foxhall, 2000).
Outra conseqüência da confusão de identidades, segundo Arnett (2002), é a possibilidade de escolhas individuais entre diferentes culturas. Essas escolhas são aquelas que pessoas com interesses e visões em comum fazem ao unir-se a determinados grupos para adquirir um senso de identidade que não é mais possível obter nem na cultura local, nem na cultura global. Nessa categoria, Arnett (2002) cita como exemplos os grupos religiosos fundamentalistas, os movimentos sociais antiglobalização e grupos que reagem de maneira relativamente desorganizada, como os metaleiros (heavy metal), aos quais sugerimos adicionar alguns tipos de hackers, punks e skinheads. Um aspecto não analisado por Arnett (2002) é que o fluxo de informações na globalização não é apenas unidirecional como transparece no seu artigo. Yoga, tai chi chuan e outras técnicas orientais de meditação, há vários anos, são hábitos de parte da população das sociedades urbanas industrializadas do Ocidente. No mundo acadêmico, a meditação e o conceito de self do budismo sairam dos domínios da religião e da filosofia e encontram-se presentes, de forma incipiente, na medicina psicossomática (Davidson et al, 2003; Speca et al., 2000), nas neurociências cognitivas (Varela, Thompson e Rosch, 2003) e na Psicologia (Seeman, Dubin & Seeman, 2003; Dingfeldeer, 2003). Nas palavras do neurocientista Francisco Varela (2003, p. 47), a meditação “pode ser considerada um tipo de experimentação que faz descobertas sobre a natureza e o comportamento da mente”.
Em suma, como resultado da globalização econômica e cultural, as pessoas mais jovens encontram-se, cada vez mais, frente a questões de escolhas entre identidades culturais diferentes e, às vezes, conflitantes com os valores sociais tradicionais.
Se esse processo de marginalização não é desconhecido para nós, brasileiros, um novo fator de risco está em emergência, com possibilidade de aumentar as desigualdades sociais: a exclusão e a divisão digital, a separação entre uma parcela da sociedade com acesso à internet e às tecnologias mais recentes e outra que vê, adicionadas às suas já existentes desvantagens, a falta de acesso aos serviços, informações e aprendizagens disponíveis apenas na rede, tendo como resultado a diminuição de sua inserção na economia (Castells, 2003; Foxhall, 2000).
Outra conseqüência da confusão de identidades, segundo Arnett (2002), é a possibilidade de escolhas individuais entre diferentes culturas. Essas escolhas são aquelas que pessoas com interesses e visões em comum fazem ao unir-se a determinados grupos para adquirir um senso de identidade que não é mais possível obter nem na cultura local, nem na cultura global. Nessa categoria, Arnett (2002) cita como exemplos os grupos religiosos fundamentalistas, os movimentos sociais antiglobalização e grupos que reagem de maneira relativamente desorganizada, como os metaleiros (heavy metal), aos quais sugerimos adicionar alguns tipos de hackers, punks e skinheads. Um aspecto não analisado por Arnett (2002) é que o fluxo de informações na globalização não é apenas unidirecional como transparece no seu artigo. Yoga, tai chi chuan e outras técnicas orientais de meditação, há vários anos, são hábitos de parte da população das sociedades urbanas industrializadas do Ocidente. No mundo acadêmico, a meditação e o conceito de self do budismo sairam dos domínios da religião e da filosofia e encontram-se presentes, de forma incipiente, na medicina psicossomática (Davidson et al, 2003; Speca et al., 2000), nas neurociências cognitivas (Varela, Thompson e Rosch, 2003) e na Psicologia (Seeman, Dubin & Seeman, 2003; Dingfeldeer, 2003). Nas palavras do neurocientista Francisco Varela (2003, p. 47), a meditação “pode ser considerada um tipo de experimentação que faz descobertas sobre a natureza e o comportamento da mente”.
Em suma, como resultado da globalização econômica e cultural, as pessoas mais jovens encontram-se, cada vez mais, frente a questões de escolhas entre identidades culturais diferentes e, às vezes, conflitantes com os valores sociais tradicionais.
INTERNET E MEIOS DIGITAIS COMO NOVAS MÍDIAS INTERATIVAS

Torna-se necessário investigar como e se a internet se encaixa no perfil da mídia que é objeto de estudo daquelas teorias da comunicação. Procuramos mostrar que a internet não se encaixa no paradigma que pressupõe uma passividade e fragilidade dos receptores da comunicação.
A internet é mídia com características de interatividade radicalmente diferentes dos demais meios de comunicação (Castells, 2003a; Nicolaci-da-Costa, 2002c e 2003; Terêncio e Soares, 2003). O paradigma da comunicação de massa pressupõe um comunicador (ou emissor) gerando e transmitindo uma mensagem, através de um código, para um receptor (ou destinatário) com fins de informação, entretenimento, controle, persuasão, etc. (Bosi, 1981; Eco, 1973; Pignatari, 1996). Ainda que o comunicador não pressuponha um receptor passivo, este tem relativamente poucas escolhas no momento da comunicação, pois os conteúdos da mídia são pré-determinados e selecionados (Abramo, 2003; Hohlfeldt et al., 2001; Silverstone, 2002). O modelo de comunicação da internet pressupõe uma interatividade, em que se exige maior atividade do “receptor”, muitas vezes no próprio momento em que a transmissão está acontecendo. Em alguns casos, o “receptor” torna-se, simultaneamente, comunicador ou, pelo menos, tem o poder de influenciar o comunicador no próprio instante da geração e transmissão de sua mensagem. Além disso, o “receptor” pode selecionar a abrangência e a profundidade com que os temas tratados (Castells, 2003a).
A comunicação de massa tradicional pressupõe uma difusão um-para-muitos unidirecional dos órgãos de comunicação para a sociedade, enquanto a convergência dos meios digitais através da internet permite também a comunicação um-para-um, muitos-para-um ou muitos-para-muitos através de email, grupos de discussão em websites e sistemas de chat (Levy, 2003; Castells, 2003a). Para Castells (2003b), um influente sociólogo que estuda o impacto da internet na sociedade e economia mundiais, o aspecto inédito é que, pela primeira vez na História, existe uma capacidade maciça de comunicação não intermediada pelas empresas e meios de comunicação de massa. Em nossa opinião, isso derruba, em parte, a tese da vitimização do indivíduo frente aos meios de comunicação, colocando ainda mais em evidência um aspecto levantado por Eco (1973) já na década de 70:
“Na realidade, o uso indiscriminado de um conceito-fetiche como esse de ‘indústria cultural’, implica, no fundo, a incapacidade mesma de aceitar esses eventos históricos [novas tecnologias de comunicação], e - com eles - a perspectiva de uma humanidade que saiba operar sobre a história.”
PRAGATECNO
domingo, 10 de junho de 2007
AS TRIBOS E OS ESTILOS DA CIBERCULTURA MUSICAL

O conceito rave, nascido no final dos anos 80 e fortalecido e advindo da produção da música eletrônica, foi formatado em festas em espaços abertos fora do perímetro urbano das cidades ou em galpões abandonados da periferia, ao som da música hipnótica techno e de drogas como o Ecstasy e o ácido. Como idéias principais, os ravers acredita(va)m no dogma Plur (peace, love, unity and respect - paz, amor, unidade e respeito). A música, "executada" em pick ups (pratos toca-discos de vinil) por DJ's , envolvia os clubbers, ravers em danças por horas a fio, numa grande celebração tribal de alegria e êxtase.
Acontecendo fora das mídias, essa cena sempre usou suportes de divulgação independentes das mídias comerciais. Flyers, telefones móveis, sites, chats, listas de discussão na Internet eram - e são - os principais recursos de divulgação dos eventos e idéias em torno da música eletrônica, sempre baseada na alta tecnologia. A cena, portanto, é marcada pelos conceitos do underground (música experimental sem caráter comercial, formas alternativas de informação...) até que foi se tornando - as raves, as technoparties - uma possibilidade de lucro, um negócio, um empreendimento. Promoters mais comerciais entram na cena e levam-na para o mainstream, para o mercado: as raves passam a ser produto de consumo e ganham espaço em mídias tradicionais. Se compararmos historicamente a trajetória desta cultura nos EUA e Europa, essas características comerciais estão presentes desde o início da cena.
Um outro aspecto é que as tribos não existem apenas e nem se formam estritamente a partir do dogma paz, amor, unidade respeito e da música, mas, principalmente, em torno das vertentes, dos estilos da música eletrônica (house, tecno, trance e breakbeats...) - gerando novos comportamentos e formas de sociabilidade.
Webzines se especializam em vertentes. Listas de discussão específicas são criadas para debater cenas dentro da cena. Ou seja, surgem e se consolidam novas comunidades virtuais em torno da Cultura da Música Eletrônica; novos agrupamentos florescem associados especificamente a estilos da música binária
No âmbito do ciberespaço, no ano de 1999, duas novas listas de discussão foram criadas no Brasil (já havia a BR-Rave destinada ao tecno e ao house, principalmente). Agora os integrantes da cena se segmentam em fóruns específicos de música trance e de drumNbass.
E mais: surgem outras tribos com comportamentos “estranhos” às origens dogmáticas do Plur na cena rave. Esses grupos incorporam até a "treta" (briga de tribos) em seu comportamento para defender suas idéias. São os Cybermanos - saídos da periferia de grandes centros urbano, como São Paulo. Em seu site “Esta é verdadeira história clubber” eles se afirmam como os verdadeiros clubbers e identificam inimigos de sua cena, particularmente os carecas (skinheads) do ABC Paulista, os punks e os skatistas.
Por outro lado, as características mais associadas ao conceito do Plur (a produção underground da música eletrônica, distribuição independente de CDs e Vinis, festas não comerciais, DJ's, tribos...) estão presentes tanto em grandes centros metropolitanos, mas igualmente em cidades menores, menos desenvolvidas e até subdesenvolvida. Situação que reforça a idéia de uma cultura rizomática (universal, com conexões em diferentes regiões do planeta) e da desterritorialização da Cultura da Música Eletrônica - dado que aponta um caminho de crescimento globalizante. A cultura da música eletrônica é um elemento do Rizoma, associada às redes de conectividade.
Essa arte - a música eletrônica -, gerada com base na micro-informática e outras tecnologias decorrentes ou não da micro-informática, trazem também a característica da autonomia e da centralização dos processos de produção. De posse de um pequeno aparato tecnológico, o produtor músical cria sua música (techno, house, jungle, trance etc), gera suportes (vinis, MDs, CDs, arquivos temporários em redes de computadores como ra, mp3, wav, mids, etc) para a difusão de sua arte, sem a necessidade de compromissos contratuais e dependências de estruturas comerciais tradicionais.
O conjunto desta produção mundial gera também um enorme banco de dados para uma reciclagem infinita: o sample (o recorte, a amostra) é o elemento fundamental para a mixagem e a re-mixagem na criação de novos sons, de novas músicas. Conforme afirma Lévy (1999: 136): “A música techno colhe seu material na grande reserva de amostras (samples) de sons”.
O caráter rizomático, espaços de sociabilidade nas nets e a criação de instrumentos de difusão alternativa das informações garantem a permanência de conceitos autênticos de uma estética que o mainstream (atuando mais localmente, em função de um retorno financeiro mais urgente) não poderá destruir e nem mesmo acompanhar. A rapidez da transferência de informações de qualidade underground, não comercial da Cultura da Música Eletrônica (principalmente através das redes de conectividade), permite e reforça os conceitos mais "roots" (mais enraizados) de uma estética que o mercado decodifica com lentidão e sem a mesma destreza de quem integra e percorre os caminhos da cena underground.
Esses conceitos são defendidos pelas comunidades virtuais ligadas a e-music e reforçados nos suportes que incrementam essas comunidades dentro da Net (selos alternativos de vinis, cd´s, listas de discussão, sites, chat...) e fora dela (revistas especializadas, festas, lojas alternativas, pontos de encontro, bares e clubes, raves...). Nesse sentido, a Cultura da Música Eletrônica, associada sempre às tecnologias contemporâneas, não perderá seu fio condutor inicial (da cena rave, da música underground), pois conta com a autonomia das tribos em relação ao mercado tradicional. Por outro lado, estamos numa situação pós-Cultura Rave: há a presença do underground, há fortes elementos comerciais na cena, há focos do dogma Plur e o surgimento de novas tribos. A Cultura Rave sofre uma transformação (passa a ser cena) já não norteia, mas integra a Cultura da Música Eletrônica.
O Brasil também conta com excelentes DJ's profissionais, com elevado conhecimento técnico no djing e de excelente background (referências e conhecimento aprofundado da cultura disco e eletrônica). O fato de djs brasileiros começarem a sair do País como profissionais é um elemento ponderador dessa qualidade - Mark Marky, produtor e dj de jungle, saído da zona leste de São Paulo, toca em várias festas na Europa, sendo residente em clubes de vanguarda de DrumAndBass em Londres.
Redigido por: Vitor Nogueira e Davi Tavares (Editoração)
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